O Prosystem-8 é um console de terceira geração fabricado pela Chips do Brasil em meados dos anos 90 e é mais um dos clones do Nintendo 8-bits no Brasil. O aparelho ficou bastante conhecido por causa dos seus controles, com muitas funções e novidades que os concorrentes não tinham.

Histórico

A empresa Chips do Brasil Eletrônica LTDA, fundada em 22 de abril de 1992, já atuava na área de videogames, fabricando controles e cartuchos para várias plataformas, principalmente da terceira geração dos consoles de mesa. A decisão de investir em videogames foi tomada tardiamente, pois em meados dos anos 90 já estavam disponíveis os consoles de 16 bits e já estava começando a geração dos 32/64 bits no mundo. A Chips do Brasil fabricava na época uma série de controles para diversos sistemas, como SNES, NES, Mega Drive, Master System entre outros, e esses controles eram chamados de Super PRO – eles eram de excelente qualidade e tinham diversas chaves e botões com funções turbo e slow motion. Os jogos também eram clonados dos títulos originais da Nintendo e vendidos em carcaças douradas.

Em 1994 a empresa resolve investir em consoles, lançando o Prosystem-8, e mais adiante o Prosystem-16. Os números nos produtos representam as gerações dos consoles por bits, sendo 8-bits a terceira geração e 16-bits a quarta. A Chips do Brasil optou por clones da Nintendo, tanto na tecnologia como no formato. De acordo com documentos de processos jurídicos, encontramos o pedido de baixa da empresa e vários processos trabalhistas entre 1996 e 1998, o que nos faz acreditar que a Chips do Brasil não vinha com boa saúde financeira e não cumpriu com suas obrigações jurídicas. Em especial, existe um processo contra a Chips do Brasil movido pela Playtronic, fazendo com que a empresa fechasse definitivamente suas portas.

O console

Fisicamente o Prosystem-8 teve seu design totalmente inspirado no Super Famicom, o Super Nintendo japonês. Sua fonte era externa e os conectores de controle eram os originais da Nintendo, algo bem diferente dos outros clones que usavam conectores DB9. O Prosystem-8 tem um slot de 72 pinos padrão americano para jogos do NES e para jogar títulos de 60 pinos precisava de um adaptador. Por dentro, o console tem componentes totalmente alternativos e importados da China, e provavelmente eram montados no Brasil.

O Prosystem-8 foi vendido em dois pacotes. Não existe diferença estética entre esses pacotes, apenas em quantidade de acessórios:

  • Prosystem-8 – 2 controles, adaptador 60 pinos e console (provavelmente no lançamento)
  • Prosystem-8 Baby – 1 controle e console (versão mais vendida)

Mercado

O Prosystem-8 chegou tardiamente ao mercado e disputou a preferência com dezenas de clones do NES, consoles de 16-bits e computadores. A sensação da empresa eram os controles, muito divulgados nas revistas especializadas de games que já faziam grande sucesso na época. A verba de divulgação para os produtos da Chips era bem grande, consumindo publicidade de duas páginas, chamando muito a atenção. Com essa mesma estratégia a Chips do Brasil lançaria logo depois o Super Prosystem-16, mas não foi o suficiente para garantir a sustentabilidade da empresa.

Curiosidades

  • Alguns modelos dos controles da Chips do Brasil vinham com um chaveiro em miniatura do controle de brinde.

Ficha Técnica

Geração: Terceira
Lançamento: 1994
Fabricante:
Chips do Brasil
CPU
: Ricoh 2A03 8-bit  processor
RAM: 2 kB (cartuchos podem ter mais memória para adicionar ao jogo)
Resolução: 256 × 240 pixels
Cores: 48 cores e 5 tons de cinza. 24 cores simultâneas
Audio: 5 canais de som com mudulações diferentes
Controles: dois controles, ligados por conectores ao console
Conexões: sinal de vídeo RF ou AV com conectores ligados ao console

Referências

Brazilian NES Clones
Jusbrasil
Youtube

Atualiazado em 30/01/2021 por Daniel Gularte

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