Sendo um dos primeiros experimentos em jogos eletrônicos feitos no Brasil, A Super Central Eletrônica de Jogos foi uma tentativa de estabelecer uma relação de interação com aparelhos de circuitos eletrônicos e pessoas.

Histórico

Pouco se sabe sobe a criação desse aparelho. Possivelmente esse foi um dos primeiros produtos desenvolvidos pela Superkit, que ficou famosa por criar clones de Pong no Brasil com a série TV-Jogo. Por se tratar se uma empresa caseira, os técnicos envolvidos na criação da Central aproveitaram a ideia de usar um circuito eletrônicos com leds para gerar uma diversão eletrônica.

Dessa forma, o conceito simples de criar um aparelho que escolhesse uma opção em determinada situação dada em um jogo tornou possível transformar um aparelho em uma espécie de game.

O aparelho

A Super Central Eletrônica de Jogos nada mais é do que uma caixa do tamanho de uma carteira longa, e portanto um item que pode ser carregado em uma bolsa ou mala. Dentro dela existe uma placa de circuito com leds instalados e dois botões de operação.

A parte superior do produto possui pequenas cavidades para receber cartões perfurados com informações. Estes cartões são personalizados com os tipos de jogos que poderiam ser jogados no aparelho.

A Central Eletrônica funciona com baterias e seu design é feito de um plástico muito similar às antigas patolas de aparelhos eletrônicos da época. As cores do aparelho levam as cores tradicionais usadas nos produtos da Superkit: uma base marrom com uma cobertura acoplada bege.

Como Jogar

O funcionamento do aparelho é bem simples: o console possui uma chave liga/desliga para iniciar o sistema. Os jogadores escolhem um cartão de um deck fornecido pelo fabricante. Cada cartão possui opções e instruções para um determinado jogo ou tarefa. O cartão é inserido acima da Central Eletrônica, para que fique claro que luz de led irá acender na opção a ser escolhida em uma jogada.

 

Os jogadores se organizam em uma determinada ordem e cada um deles irá apertar o botão “jogar” no aparelho, que começa a acender e apagar os leds em sequência, até parar em uma opção. O jogador deve então realizar a ação apontada pelo led no cartão. Essa ação é randômica, sendo então através da sorte escolhida a opção do jogo.

Cada cartão tem jogos de ação e reação, prendas, fazer ou não ações, com possibilidades infinitas. É nada mais do que uma forma interativa de se jogar um dado.

Mercado

Não é muito comum encontrar esse aparelho em coleções, acervos ou lojas especializadas, sendo assim um item raro, até mesmo porque é um aparelho genuinamente brasileiro. Entretando diversos brinquedos eletrônicos possuem dispositivo muito semelhante à Central Eletrônica.

Além disso, a Superkit ainda era uma empresa desconhecida. Então provavelmente esse aparelho foi vendido apenas sob catálogo ou em revistas de eletrônica.

Assim como o Simon e todos os brinquedos eletrônicos da década de 70, a Superkit tentou usar a criatividade, trazendo interação com as pessoas sob o controle da tecnologia eletrônica. A Super Central Eletrônica de Jogos não pode ter vendido muitas unidades, mas certamente abriu as portas para que o Brasil tivesse suas inovações próprias.

Galeria

Curiosidades

  • Alguns jogos da Super Central eletrônica continham jogos adultos e controversos e para ser jogado por crianças, adultas escondiam os cartões “censurados”.

Ficha Técnica

Fabricante: Superkit
Lançamento: 1977 (BRA)
Áudio: não possui
Controles: botões
Alimentação: bateria

Referências

Mercado Livre
1983 – O ano dos videogames no Brasil – Marcus Garret

Acervos com esse item

Museu Bojogá

Atualiazado em 20/04/2018 por Daniel Gularte

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