Um dos mais conhecidos clones do Nintendinho é o Phantom System. Talvez seja um dos mais conhecidos consoles de videogame do Brasil, graças a uma grande campanha publicitária e a falta de concorrentes diretos da terceira geração no país. Conheça mais informações sobre esse interessante aparelho.

Histórico

Phantom System, esse é o nome do primeiro console brasileiro desenvolvido pela empresa Gradiente, atual IGB Eletrônica. Foi lançado em 1988, em uma época em que a Nintendo não mostrava algum interesse em lançar seu console no Brasil. Com o mercado brasileiro saturado com os jogos antigos do Atari 2600, a Gradiente viu a chance de atender a necessidade do mercado de uma nova tecnologia aproveitando desse desinteresse da Nintendo no país.

Falando um pouco sobre história do Brasil, em 1984 a famosa lei da “reserva de mercado” havia se instaurado. De acordo com o site Wikipedia:

Em 1984, a primeira lei sobre Informática no Brasil, a Lei Federal nº 7.232/84, estabeleceu a reserva de mercado para este ramo de atividade, com o objetivo de induzir o investimento do Governo e Setor Privado na formação e especialização de recursos humanos voltados à transferência e absorção de tecnologia em montagem microeletrônica, arquiteturas de hardware, desenvolvimento de software básico e de suporte, entre outros.

Embora não se possa negar a realização de grandes investimentos internos, a Política Nacional de Informática então em vigor acabou por engessar o desenvolvimento econômico do país e chegou a favorecer a pirataria de hardware e software, com o surgimento de diversas empresas nacionais que oficialmente fabricavam equipamentos ou desenvolviam sistemas copiados de projetos estrangeiros, principalmente de origem norte-americana

Em resumo a reserva de mercado era nada mais do que uma maneira do Estado priorizar o mercado nacional e barrar alguns determinados tipos de produtos importados. Com isso, a possibilidade e o interesse da Nintendo de lançar o seu console no Brasil era mínimo.

O Console

O Phantom System era basicamente um clone do NES, seu hardware era de um NES adaptado em uma carcaça de um Atari 7800, já o controle possuía o designer do controle do Mega Drive. O console era acompanhado com um cartucho de jogo, na hora da compra o consumidor escolhia entre os jogos Ghostbusters, Super Pitfalls, Gauntlet ou Schwarzenegger’s Predator.

Possuindo a mesma plataforma 8 bits da Nintendo, o Phantom System usava uma entrada para cartuchos no padrão americano, 72 pinos. No entanto era possível utilizar cartuchos de padrão Japonês, de 60 pinos, através de um adaptador; além disso ele possuía compatibilidade com os jogos do NES, seja no modelo americano ou japonês, este último com um adaptador. Enquanto isso o gamepad possuía um design muito parecido com o do console da Sega, o Mega Drive. Também possuía uma pistola para jogar games de tiro, mas este não acompanhava o console e sim era vendido separadamente.

A gradiente chegou a lançar jogos no Brasil, não licenciados e cópias de jogos famosos como o Super Mário Bros, este chamado aqui de Super Irmãos.

Jogos

Segue a lista alguns dos jogos conhecidos para o Phantom System, dentre eles clones de jogos famosos.

  • Baby Boomer
  • Captain Comic: The Adventure
  • Crime Busters
  • Gauntlet
  • Ghostbusters
  • Guerrilheiros Indomáveis
  • Schwarzenegger’s Predator
  • Rolling Thunder
  • Super Bike
  • Super Irmãos
  • Super Pitfall

Mercado

Cartucho Ghostbusters, do Phantom System.

O Phantom System teve uma enorme campanha de marketing. Em sua propaganda de lançamento, duas crianças fogem de inimigos, protagonizados por atores maquiados de fantasmas, soldados e monstros. O videogame ficou muito conhecido por seu jogo que vinha dentro da caixa do console: Ghostbusters. Por se tratar de um jogo simples e sem nenhuma notoriedade mundial, acredita-se que a Gradiente comprou os direitos do jogo por um valor quase irrisório, se beneficiando apenas do filme como valor agregado à marca do produto. Existe também o trocadilho do nome do console – Phantom (fantasma) e o jogo Caça-Fantasmas. Se essa estratégia deu certo ou não, quam comprou o Phantom System certamente perdeu algumas horas jogando Ghostbusters.

O videogame fez sucesso instantâneo, e juntamente com alguns brinquedos, como o Meu Primeiro Gradiente, e deixou sua marca na história dos jogos eletrônicos.

Galeria

Curiosidades

Antes do Phantom System, a Gradiente possuía o interesse em vender o console Atari 7800 no Brasil. A Gradiente e a Atari chegaram a acordos e quase firmaram ele, mas em uma viagem para assinar e firmar o acordo o que viram foi o console da Nintendo e seus jogos sendo vendidos por toda parte. A Gradiente chegou a produzir a carcaça do 7800, desde o momento da apresentação do console da Atari até a viagem para fechar acordo, mas não chegou a lançar o console em si. Com a Atari em queda, a Gradiente aproveitou-se do sucesso do NES e da impossibilidade e desinteresse da Nintendo no Brasil e começou a produzir o Phantom System com as carcaças já produzidas. Devido o controle do Atari 7800 possuir apenas dois botões, a Gradiente optou por produzir um controle baseado no recém apresentado Mega Drive.

Ficha Técnica

Geração: Terceira
Fabricante
: Gradiente
Ano: 1988
CPU: Ricoh 2A03 8-bit (baseado no MOS Technology 6502)
Mídia: cartucho
Controles: 1 ou 2 gamepads

Referências

pt.wikipedia.org

www.marketingegames.com.br

forum.jogos.uol.com.br

risoles.blogspot.com.br

naquelaepoca.com.br

Atualiazado em 19/05/2017 por Daniel Gularte

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