Olá, sou Daniel Gularte, idealizador do Bojogá. Sou professor e pesquisador acadêmico, especialista em jogos digitais e também colecionador profissional. Sou mestre em computação aplicada a jogos, dentre outras formações. Sou também professor universitário e ativista na área de games. Comecei este blog com a necessidade de criar um canal de comunicação para o Festival Bojogá de Jogos eletrônicos, evento também idealizado por mim, no final do ano de 2009. Desde então, venho realizando exposições, bem como palestras e workshops sobre minha área de especialidade, retrogames e game design, em diversos eventos.

Sou frequentemente contactado para oferecer consultoria nesse tema, mas não achei suficiente. Por isso, resolvi, juntamente com amigos especialistas, publicar informações e dados do nosso acervo particular de jogos eletrônicos, e escrever um pouco mais sobre os aparelhos, os dispositivos e seus jogos. Saiba mais sobre nosso museu clicando aqui.

A cada post publicado, não só procuramos apresentar a peça, mas contamos um pouco da sua história e sua importância dentro do universo dos jogos. Por se tratar de um processo gradual, a ideia do projeto é de preservar todo esse rico conhecimento, parte da cultura contemporânea.

O Bojogá é também um espaço de conhecimento livre, que trabalha com a iniciativa voluntária de estudantes, autodidatas, especialistas, ativistas e estudiosos do meio digital de jogos. Suas seções foram divididas de forma a atender os diversificados públicos que falam principalmente sobre games antigos, também conhecidos como retrogames. O Bojogá não é um blog de dicas, ou se preocupa em dar notas para um determinado jogo, dentro de uma ótica mercadológica. Aqui falamos de jogos na perspectiva da relação afetiva entre o jogador e o jogo, da mágica que acontece quando um usuário pega o controle e vive tantas aventuras. É uma oportunidade do jogador, guiado e orientado, refletir sobre um longo processo criativo que passou por décadas, até chegar ao nível de interação de hoje, relacionando questões sociais, econômicas e éticas.

Com pitadas de nostalgia, bom humor, informações relevantes e pesquisa documental, criamos em cada post um substrato para game designers, artistas visuais, músicos, desenvolvedores e entusiastas adquirirem informações completas de várias fontes seguras, sejam elas publicadas em papel ou no hipertexto. Comente, sugira, questione, torne-se também pesquisador e colaborador dessa proposta. Então: Bojogá?

Nome e desenho

Vamos em boa hora jogar…
Vamos embora jogar…
Vambora jogar…
Bora jogar…
Bó jogá!

Bojogá não é simplesmente uma regressão coloquial de uma oração ou simples corruptela. É uma expressão genuinamente nordestina. O Bojogá representa uma voz de uma parte do Brasil que tem grande desejo em mostrar sua cultura digital. O Nordeste está sim presente como um grande centro consumidor e porque não criador de cultura de jogos eletrônicos. A escolha do nome do projeto tem como premissa preservar o ato mais importante em uma interação social divertida: o jogar. É imperativo: estimula a participação.

O símbolo do Bojogá remonta o desenho de um controle de jogo.

A simbologia do Bojogá representa notoriamente o instrumento de ligação entre o homem e a máquina: o controle de jogo. Ele traduz todas as sensações dos jogadores em batalhas por um mundo perdido, jogadas de esportes, ou a casualidade de exercitar a mente. Os formantes, representadas pelas letras “O” e “A”, representam os modelos de botões de controles de videogames. O desenho do Bojogá é um símbolo para todas as gerações de jogos que se identificam com a proposta deste canal de comunicação. Representa uma intenção conterrânea de falar de jogos eletrônicos ao nosso modo; este jeito arretado e particular de ser.

Participe

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